Ao contrário de Pinóquio, o Partido Democrata (PD) italiano não deveria dar ouvidos ao “Grillo”, escreve o jornal italiano o Sole 24 Ore. Beppe Grillo, o popular humorista expulso da televisão italiana na década de 80 pelas suas sátiras aos subornos do primeiro-ministro Bettino Craxi, e cuja carreira foi recentemente ressuscitada por causa do seu blogue politicamente engajado, que deu azo a um forte movimento de protesto, tentou obter um cartão do partido para se candidatar ao posto de secretário-geral. Duas vezes recusado – primeiro, por questões burocráticas e depois, por ser "hostil" ao partido –, o veredicto provocou críticas exaltadas de todos os quadrantes políticos e o assunto é bem capaz de causar estragos em vésperas de congresso.
"Uma democracia não pode funcionar bem sem um governo autoritário e uma oposição experiente", sintetiza Il Sole. "O Partido Democrata sempre quis ser um partido liberal moderno, igual a tantos outros, mas agora está hipnotizado pela hegemonia de Berlusconi e não é capaz de lidar com os radicais. Se não o souber fazer, nenhuma Fada Azul o conseguirá transformar em partido da maioria".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.