"Feliz aniversário, Itália": o Corriere della Sera consagra uma primeira página especial ao 150.º aniversário da unificação italiana, com citações das obras mais significativas da literatura nacional, de Virgílio a Alessandro Manzoni, autor de “I promessi sposi” [Os Noivos, obra contendo um forte apelo patriótico]. Apesar das comemorações organizadas para a efeméride, as celebrações têm sido marcadas por controvérsias, sublinha o diário: em Roma, Silvio Berlusconi foi vaiado pelo público, que acusa o chefe do Governo de excesso de discrição, adotado para não melindrar os seus aliados autonomistas da Liga do Norte. Hostis às celebrações, estes consideram que "enquanto a Itália festeja, o Norte paga". Mas uma investigação de La Stampa revela precisamente que a reivindicação da Liga de que a Padânia passaria melhor sem o Mezzogiorno é uma ficção: "os 45 mil milhões de euros anualmente transferidos do Norte para o Sul tiveram como contrapartida importações líquidas provenientes do Sul no valor de 62 mil milhões de euros".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.