"Enquanto 100 mil pessoas defendem os livros, o Governo defende a sua reforma", constata o Mladá Fronta DNES, numa referência à petição lançada pelos editores checos contra o projeto de reforma das pensões de reforma. O financiamento destas vai ser assegurado por um aumento do IVA para 20%, com consequências no aumento do preço dos livros, para uma taxa única de 17%. Mas teria um efeito paradoxal, dado que "os preços dos alimentos, da imprensa e dos medicamentos aumentaria, enquanto os dos automóveis, do tabaco, do álcool e do material eletrónico baixariam". "A reforma das pensões tornou-se uma farsa", lamenta por seu lado o Hospodarské noviny. "Em vez de se reformarem as pensões de reforma, decidimos a morte do livro e uma regressão intelectual. Em vez de termos um povo que poupa, temos um povo desapontado com o aumento dos preços."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.