"Pega no subsídio e vai-te embora". El Mundo vai buscar o título de um célebre filme de Woody Allen para denunciar "os subterfúgios" dos eurodeputados, que chegam ao Parlamento à sexta de manhã para receberem o subsídio diário de 304 euros e vão-se logo embora para casa, passar o fim de semana. Uma prática costumeira de uns sessenta deputados (em 726), "na sua maioria oriundos de França e dos países de Leste", nota o diário madrileno. Foi a eurodeputada britânica, Nikki Sinclaire, que denunciou a manobra, tirando fotografias aos colegas no hemiciclo e nos vários aeroportos europeus, publicadas agora no semanário britânico News of the World. "Mas o Parlamento Europeu recusa-se a rever a sua política", acrescenta El Mundo, ao qual um porta-voz da assembleia afirmou que esta prática "respeita perfeitamente as regras" e que "apenas os partidos políticos podem levar os seus membros a não registarem os dias em que não trabalham".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.