Em resposta à violenta repressão da insurreição popular por Muammar Kadhafi, "a Europa congela bens líbios", titula o Corriere della Sera, segundo o qual "as participações e os investimentos do presidente num valor entre os 30 e os 40 milhões de euros, em pelo menos cinco países europeus, serão suspensos por Bruxelas". Esta medida, que irá entrar em vigor às primeiras horas do dia 8 de março, abrange diversas empresas cujos fundos soberanos líbios se encontram entre os principais acionistas, como é o caso da ENI, da BP e da Shell (hidrocarbonetos), da Unicredit e do BNP (banco), da Juventus (futebol) e da Vodafone (telecomunicações). Enquanto isso, o afluxo de refugiados provenientes do Norte de África continua, acrescenta La Stampa: desembarcaram mais de 1700 nestas últimas 24 horas na ilha de Lampedusa, cujas estruturas de acolhimento estão à beira do caos.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.