Magnânime quando se trata de socorrer a economia dos seus próprios países, o G8 mostra-se um pouco sumítico quando se trata de auxiliar o continente africano. Após a recente cimeira em Aquila, o Corriere della Sera compara o montante de dinheiro que foi prometido a África, com os fundos destinados a enfrentar a crise financeira no ocidente, e o resultado é assustador: "Cinco euros e 18 cêntimos por ano. 43 cêntimos por mês." É este o valor atribuído a cada africano pelos líderes do G8, escreve o diário milanês. "Apenas 0,13% do que foi atribuído nestes últimos meses para travar a crise económica nos países ricos."
Uma importância tão insignificante quanto irrelevante, refere o diário italiano. "Não nos cansamos de dizer que seria preferível dar aos africanos uma cana e ensiná-los a pescar, do que dar-lhes peixe. Verdade seja dita que, com este dinheiro, um africano consegue comprar um anzol e dois metros de fio uma vez por ano. Mas já não sobra nada para as canas ou minhocas".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.