"Por que razão somos os pobres na Europa?" É a questão colocada pela capa do Revista 22, que constata que a Roménia está no segundo ano de recessão, numa altura em que quase todos os países da Europa Central e Oriental (incluindo a Polónia e a República Checa) regressaram ao crescimento económico. "Uma vez que compartilhamos o mesmo tipo de economia planificada, herdada do comunismo e de um passado comum, seria sensato compreender o que nos falta para resistir melhor à crise", escreve o semanário. As razões do atraso da Roménia são muitas e variadas. Entre outras, a imagem da Roménia no estrangeiro, continua o Revista 22, que entrevistou os especialistas das agências de rating Fitch e Moody's. "Somos demasiado pobres e o nível da nossa corrupção é muito elevado. O crédito na nossa moeda é caro, e as ondas de recessão e inflação que assolam o país há 20 anos, não corrigiram a situação. Acrescentemos as políticas económicas irresponsáveis, e teremos um cenário completo."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.