Recentemente, o Financial Times Deutschland revelou que 17.000 antigos membros da Stasi, a polícia política alemã oriental, trabalham como funcionários públicos na Alemanha. “Reina a indignação. O Estado de Direito da República Federal, que limpou o Estado de Não-Direito da RDA, deixou entrar para as suas fileiras funcionários com um passado duvidoso”, ironiza o Tagesspiegel. "Como reagir? Deve-se reagir?"
O diário berlinense explica que, no Tratado de Unificação, assinado em 1990, o legislador foi pragmático, abrindo a possibilidade de os antigos colaboradores da Stasi serem despedidos. Mas remeteu essa responsabilidade para os tribunais, sendo a aplicação prática variável de um “land” (região federal) para o outro. "Uns foram mais rigorosos, outros mais condescendentes." O Tagesspiegel toma posição e recorda que, nos anos 1990, só um quarto dos ficheiros dos serviços secretos alemães orientais tinha, ainda, sido explorado. "Agora que já há uma perspectiva global, o trabalho de exploração da memória já se pode fazer".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.