“Ministro da Defesa Guttenberg: demissão!”, exclama o Bild. O tabloide, que apoiou Karl-Theodor zu Guttenberg até ao fim, reproduz trechos do discurso proferido pelo ministro no dia 1 de março, duas semanas depois da polémica sobre a sua tese plagiada: “Atingi o limite das minhas forças”, “É o passo mais doloroso da minha vida”, “Não fui eleito para ser ministro da autodefesa”. Este popular ministro, filho de famílias nobres, que se dizia a encarnação da decência e da verticalidade, foi vítima dos seus próprios princípios. “Foram os medíocres no poder, invejosos” que derrubaram o “maior talento político do país”, assegura o chefe de redação do Bild, que considera que este episódio irá cavar o fosso entre a política e o povo. Nem todos os jornais tratam o assunto tão tragicamente. Die Tageszeintung, por exemplo, titula: “Guttenberg, mais rápido que Kadhafi”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.