"Uma pequena esmola para as caixas de aforro", diz o ABC, um dia depois do anúncio feito em Doha pelo primeiro-ministro do Qatar, Hamad bin Jassim al-Thani, por ocasião da visita a Doha do seu homólogo espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero – em viagem pelo Golfo Pérsico: o Qatar "vai investir 2,7 mil milhões de euros na economia espanhola e 300 milhões na recapitalização das caixas de aforro espanholas", fortemente expostas após a queda do mercado imobiliário, explica este diário. O dinheiro virá de um fundo soberano do Qatar, alimentado pelas receitas da venda de hidrocarbonetos. O Qatar é já o terceiro fornecedor de gás da Espanha, salienta o ABC, e, dada a instabilidade política no Magrebe, que poderá afetar os fornecimentos provenientes da Argélia e da Líbia, é natural que Madrid se volte para este país. No que se refere às empresas espanholas, conclui o jornal, estas contam tirar partido dos projetos de construção de infraestruturas no Qatar, que deverão ascender a 150 mil milhões de dólares até à realização do Mundial de Futebol de 2022.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.