“A bolha Rumasa volta a rebentar”, é o título do diário ABC, no dia seguinte ao anúncio da suspensão de pagamentos por parte de dez empresas do grupo industrial Nueva Rumasa, dirigido pelo extravagante homem de negócios José María Ruiz Mateos e os seus seis filhos. O grupo, que tem uma dívida de 700 milhões de euros, poderá falir se não conseguir chegar a acordo com os credores nos próximos quatro meses. O ABC adianta que quase cinco mil pequenos investidores colocaram o seu dinheiro nas “suculentas” emissões de obrigações privadas do grupo, que ofereciam juros até 12%. “Se não puder pagar dou um tiro na cabeça”, garantiu Ruiz Mateos à imprensa, líder desta holding que é uma das mais importantes do país, foi nacionalizada em 1983, em consequência de um desfalque. Ruiz Mateos conseguiu, depois, por via judicial, recuperar uma parte das suas empresas.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.