A chanceler ataca a independência do Banco Central e o cargo de “mais alto guardião da moeda”, tão caro aos alemães: vai ser, de facto, “o homem de Merkel", como diz o título do Handelsblatt, a presidir ao Bundesbank. Após a desistência surpresa do atual presidente do “Buda”, Axel Weber, Angela Merkel quer pôr o mais próximo dos seus conselheiros, Jens Weidmann, de 42 anos, na administração do banco, o que lhe confere o direito a um lugar no Banco Central Europeu. “A história do Bundesbank esteve sempre marcada pela rejeição da política”, escreve o diário económico, lembrando que Axel Weber se retirou, exatamente, porque Angela Merkel não apoiou a sua estratégia anti-inflacionista. “Não há esse risco com o funcionário Weidmann”. O homem que deve toda a sua carreira a Merkel descreve assim a sua relação com a chanceler: “Preparo os dossiês para que a chanceler decida. A última decisão é sempre política”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.