“Ruby, processo contra Berlusconi”, resume La Repubblica na primeira página, no dia a seguir à decisão da juíza responsável pelos inquéritos preliminares do Tribunal de Milão (no Norte do país) de convocar a comparência imediata do chefe do Governo. A juíza considerou que as provas são suficientes para o julgar por relações sexuais com uma prostituta então menor, Karima El-Mahrug, conhecida por “Ruby Rubacuori”, e por ter pressionado o chefe da polícia de Milão para a libertar, numa ocasião em que foi detida por roubo, em maio do ano passado. “Delitos gravíssimos”, considera o diretor da publicação de esquerda, Ezio Mauro, para quem a crise política que poderia ser desencadeada pelo processo só tem uma solução: “ir a votos e os cidadãos que julguem por eles próprios”. No Corriere della Sera, o editorialista conservador Sergio Romano considera, pelo contrário, que Berlusconi deve enfrentar o processo mantendo o cargo, para “evitar que a legislatura acabe numa sala de tribunal” e mostrar que “a política não se faz no Palácio de Justiça, mas no Parlamento e nas urnas”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.