"Um milhão de mulheres: vai-te embora Berlusconi", diz o título do Repubblica, um dia depois da manifestação "Se non ora quando" ("Se não for agora, quando"): a iniciativa, organizada em mais de 230 cidades por coletivos de defesa da igualdade de género e pelo "povo violeta", teve por objetivo exigir o respeito pela dignidade das mulheres e a demissão do chefe do Governo, envolvido em vários escândalos sexuais e que está a ser investigado por prostituição de menores. O Cavaliere, acrescenta o jornal, qualificou a manifestação de "partidária". Nas colunas deste diário de Roma, a editorialista feminista Natalia Aspesi saúda a iniciativa que, em seu entender, representa "o súbito despertar daquelas que pareciam resignadas ao silêncio, a aguentar, a adaptar-se […] o 'basta' das mulheres é contra a transformação das mulheres em mercadoria e contra o aviltamento de todo o país".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.