As medidas de austeridade no setor público provocaram "consternação perante o primeiro salário recebido este ano”, traz o Lidové noviny em título. Os polícias pedem a demissão do ministro do Interior, mas os deputados, que votaram os cortes orçamentais, estão revoltados. Como previsto, os seus salários foram reduzidos em cerca de 5% e as ajudas de custo foram taxadas de 15%, o que tinha escapado a grande parte deles, no momento de votar o orçamento, e que representa "uma grande soma", salienta o diário. "O resto do país observa como os eleitos foram apanhados pelas consequências da sua própria distração", comenta o jornal, acrescentando que o Presidente Václav Klaus, que se vê pela primeira vez confrontado com o pagamento de impostos sobre o total dos seus rendimentos, "não compreende porque, de todos os cidadãos, é no cargo dele que mais recaem as medidas de economia".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.