Financial Times Deutschland, 10 fevereiro 2011
“Axel Weber renuncia”, anuncia o Financial Times Deutschland. O presidente do Banco Central Alemão declarou que não vai disputar um segundo mandato, renunciando assim a qualquer pretensão de se tornar presidente do Banco Central Europeu (BCE). Uma afronta para Angela Merkel, que queria nomear um compatriota para aquele lugar chave e está agora sem candidato. “O euro não sofrerá com esta decisão”, escreve o diário de Hamburgo, porque existem muitos candidatos capazes de imporem uma política independente e anti-inflacionista ao BCE. A retirada de Weber pode mesmo favorecer os planos alemães para um governo económico na Europa, porque “quem resiste a este projeto resistiria ainda mais se houvesse um alemão à frente do BCE”, sublinha o FTD.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.