"Lenihan adia apoio de €10 mil milhões para depois das eleições", é o título do Irish Times. Com uma fatura de resgate dos bancos "zombie" irlandeses que já atinge uns impressionantes €50 mil milhões de euros, o ministro demissionário das Finanças da Irlanda anunciou mais uma injeção de capital, mas apenas para depois de 25 de fevereiro, dia de eleições gerais. Ao passar um testemunho envenenado ao próximo Governo, Brian Lenihan criticou a demora do Governo sobre o colapso financeiro e insistiu para que a UE, o FMI e o Banco Central Europeu o aprovassem. “Obedeço à prática constitucional. Teria sido diferente se o governo não tivesse perdido a maioria”, afirmou. Os €10 mil milhões vão “ser retirados do Fundo Nacional de Reserva das Pensões”, refere o diário irlandês.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.