"Para onde vai o dinheiro sujo das alfândegas?", é a pergunta na primeira página do Gândul, que, adianta, "um em cada quatro polícias de alfândega é investigado por corrupção". Uma atividade que regista diariamente uma média de cinco mil euros em cada posto alfandegário. Depois da intervenção levada a cabo no início de fevereiro na alfândega de Vama Siret, a Direção Nacional Anticorrupção deteve e enviou para Bucareste de helicóptero nada menos que 140 agentes de postos alfandegários existentes na fronteira com a Hungria, tendo encerrado dois, refere o diário. Perante a gravidade da situação, o Gândul questiona se não seria preferível "importar funcionários aduaneiros devidamente remunerados. E políticos também", e põe em causa, tal como o ministro do Interior, os sindicatos dos agentes. O governo "mexe nos peões", mas deixa de lado as "peças" (o peixe graúdo da administração das alfândegas), as "rainhas" (os políticos que utilizam o dinheiro sujo a financiar os seus partidos) e o "rei", reage o sindicato Pro Lex, em comunicado, citado pelo EUobserver.com. O Pro Lex afirma igualmente que "a Roménia não está preparada para a mudança. A imprensa não quer revelar o nome das peças mais importantes desta partida de xadrez".
Roménia
Xeque-mate à corrupção
9 fevereiro 2011
Presseurop
Gândul Gândul, 9 fevereiro 2011
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.