Um ataque contra o que resta do não conformismo, numa cidade tristonha. É assim que a Respekt classifica a intervenção da polícia checa, que, a 30 de Junho, despejou o Milada, o último edifício ocupado de Praga. Para uns, símbolo da sub-cultura em vias de extinção, para outros, desprezo pelos contribuintes, o caso Milada divide a imprensa checa. A polémica intensificou-se quando o ministro dos Direitos do Homem, o músico de rock e antigo activista contra o regime comunista, Michael Kocáb, saiu em defesa dos ocupantes, oferecendo-lhes abrigo num imóvel do centro de Praga, mediante um aluguer simbólico de 1 coroa. Paradoxalmente, esta acção “humanitária” provocou o “fim um pouco grotesco do ‘squatting’ na República Checa”, lamenta este semanário de Praga.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.