"Porque o Rei nomeou Reynders como informador", é o título de La Libre Belgique. Após o malogro de mediadores, conciliadores e outros interlocutores, Alberto II decidiu estender a mão aos liberais francófonos – até agora excluídos das negociações governamentais. Assim, nomeou, em 2 de fevereiro, o seu dirigente Didier Reynders, incumbindo-o de chefiar uma missão prospetiva, com duração de duas semanas. Reynders deverá verificar se existe efetivamente “vontade política para chegar a um acordo institucional”, principal obstáculo das precedentes tentativas de formação governamental. "Eis-nos, pois, a utilizar o recurso liberal. Em caso de malogro de uma negociação com os partidos liberais, não restará, sem dúvida, outra saída senão o recurso eleitoral. Com o risco de se assistir a um crescimento do nacionalismo na Flandres", lê-se no editorial do jornal, com o título “Bonne chance” [boa sorte].
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.