“Cowen sai apelando a uma campanha eleitoral respeitosa”, é o título do Irish Times, um dia depois de a 1 de fevereiro ter sido dissolvido o Dáil [Éireann] (Parlamento irlandês), antes das eleições gerais marcadas para 25 de fevereiro. Depois de ter anunciado que se vai retirar da vida pública, o Taoiseach [chefe do Governo] Brian Cowen – o primeiro líder europeu a cair desde o início da crise na zona euro – pediu “respeito” no debate sobre o futuro do Estado. No discurso de despedida, o Taoiseach, que chefiou o Governo da Irlanda durante o crash económico, o humilhante resgate UE/FMI e a consequente perda de soberania, disse: “Estas eleições não devem ser sobre personalidades mas sim um debate sério, uma reflexão sobre o solene papel da democracia”. A imprensa irlandesa, disposta a perdoar-lhe, sublinha a “integridade pessoal” de Cowen. Como escreve o Irish Independent: “Napoleão queria que os seus generais tivessem sorte. Com a sua carreira política a chegar a um triste fim, Brian Cowen tem que reconhecer que não teve muita sorte”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.