“Caos no Egito: mercados em baixa, petróleo em alta”, escreve o Hospodářské noviny. O diário de Praga explica que as Bolsas da Europa central e oriental foram atingidas pela crise egípcia, porque alguns investidores internacionais as consideram mercados ainda em desenvolvimento e, por isso, frágeis. Consequência: “A coroa checa e o florim húngaro já enfraqueceram”. Os investidores entraram em pânico porque o caos no Egito pode provocar o fecho do Canal do Suez, por onde transita 2,6% da produção mundial de petróleo. Pode parecer pouco, escreve o Hospodářské noviny, mas o canal continua a ser uma artéria importante para a Europa. A 100 dólares o barril, o preço do petróleo está no seu valor mais alto dos últimos dois anos. É igualmente esperada uma subida mundial do preço dos produtos alimentares e dos têxteis, porque o Egito é o principal importador mundial de trigo e o principal exportador de algodão.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.