“Menu só para polacos”, é o título do Gazeta Wyborcza, descrevendo que diversos restaurantes da cidade de Poznań se recusam a servir ciganos. “Os ciganos chegam em grupos e geram o caos. Espalham confusão”, justifica-se Klaudia Lopez, proprietária do restaurante Cuba Libre. A proibição é inconstitucional, mas a polícia rejeitou uma reclamação formal da organização local de ciganos. O ministro do Interior planeia enviar mediadores a Poznań, para encetar um diálogo entre ciganos e proprietários de restaurantes. “Todos os dias se dão casos de agressão contra ciganos na Polónia [o número estimado é de 35 mil]. Em Varsóvia e Lublin, somos postos fora das lojas. Em Bytom, ocorreram ataques brutais contra ciganos”, conta Roman Kwiatkowski, cofundador da associação cigana polaca. E acrescenta que “nenhuma outra minoria na Europa é tão discriminada como os ciganos. A sua situação começa a assemelhar-se à dos judeus antes da II Grande Guerra.”
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.