Depois de 20 anos de espera, os checos conseguiram: "A coligação chegou a um acordo sobre a reforma da previdência", escreve o Lidové noviny. Esta "reforma inteligente", como a qualifica o diário de Praga, baseia-se em cinco premissas: 1) 3% dos encargos sociais das pessoas com menos de 40 anos deverão ser canalizados para fundos de pensão privados (para os mais velhos, a contribuição será opcional); 2) a taxa de IVA é unificada em 19%; 3) as famílias com crianças irão beneficiar de deduções de impostos e encargos sociais; 4) para as pessoas com rendimentos mais baixos, o aumento dos preços será compensado por subsídios sociais; e 5) as pensões de reforma mais baixas serão aumentadas. O Lidové noviny aprova este sistema, baseado em medidas complementares, inspirado no "conselho de avó": "Não colocar todos os ovos no mesmo cesto".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.