“O que é barato sai caro”: depois do escândalo da dioxina encontrada nos ovos e na carne, na Alemanha, Der Freitag trata agora da “comida barata”. É verdade, os alemães nunca gastaram tão pouco com a alimentação, ou seja, 11% do seu orçamento, muito menos do que os franceses ou os italianos. “Os alemães comem de maneira muito democrática”, explica o semanário de Berlim. “Não transformam os seus hábitos alimentares em sinais exteriores de riqueza e é por isso que podemos ver casacos de peles na caixa do Aldi [cadeia de supermercados de baixo custo] se o champanhe é bom.” No entanto, escreve Der Freitag, não se pode culpar o consumidor que privilegia os produtos mais baratos de provocar “a mistura de ácidos gordos destinados à produção de papel com a comida para animais”. É o sistema que está em causa: a grande distribuição pressiona os agricultores para que produzam cada vez mais barato. Um fenómeno, sublinha o jornal, que é apoiado pela UE e pelos seus subsídios à agricultura intensiva na Europa ocidental.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.