"Uma inauguração contraída", titula o Népszabadság no dia a seguir ao discurso de Viktor Orbán no Parlamento Europeu. Com a intenção de apresentar o seu programa para a presidência rotativa da UE, o primeiro-ministro húngaro foi recebido no meio dos protestos dos eurodeputados de esquerda contra a lei sobre os meios de comunicação social. "Visivelmente exasperado e obstinado", segundo o diário, respondeu que "não se pode insultar um povo inteiro". "Os seus adversários não podem confundir ‘presidência húngara’ com ‘Hungria’, senão é a UE que paga", estima o Népszabadság. Em Bruxelas, explica o diário húngaro, o importante é "dirigir, se possível sem contratempos. O Governo de Viktor Orbán está apto para esta função, que é mais protocolar do que técnica". Mas quanto à adesão rápida da Croácia, "projeto muito do agrado da Hungria", ou ao alargamento do espaço Schengen à Roménia e à Bulgária, o diário húngaro observa que tudo irá depender da boa vontade dos grandes países.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.