“Dinamarca, primeiro destino dos refugiados”, é o título de primeira página do Jyllands-Posten. Em 2009, 48% das pessoas que pediram asilo obtiveram estatuto de refugiadas, o que é quase o dobro da média europeia (27%), escreve o jornal. Em França, sublinha o diário, essa taxa é de 14%, enquanto que na Alemanha é de 37%. Segundo a Frontex, a agência europeia para a cooperação em matéria de vigilância das fronteiras externas, 90% dos refugiados que chegam à Europa passam pela Grécia, para depois seguirem para outros países, especialmente a Dinamarca e a Alemanha, uma situação, escreve o Jyllands-Posten, denunciada pelo Partido do Povo dinamarquês. O movimento de extrema-direita, que apoia o Governo, teme, de facto, que o país venha a ser dominado por esses mesmos imigrantes.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.