“A outra metade da verdade”, é o título do Gazeta Wyborcza, após a conferência, a 18 de janeiro, dos membros da comissão de inquérito polaca ao acidente aéreo de Smolensk, em 2010, que matou o presidente polaco, Lech Kaczyński, e mais de 90 personalidades que com ele viajavam. Segundo os especialistas polacos que estão a investigar o caso, o controlo aéreo russo em Smolensk “atuou sob pressão, cometeu erros e não conseguiu dar apoio à tripulação do TU-154 polaco”. A conferência de imprensa de ontem foi a resposta polaca ao relatório “incompleto”, “cheio de lacunas graves”, feito pelos russos e publicado na semana passada, que culpa exclusivamente os pilotos polacos e os organizadores do voo. “As causas do desastre são como peças de dominó – quando uma cai, faz cair a seguinte. No entanto, a maior parte das peças deste trágico puzzle foram derrubadas do nosso lado”, diz o diário de Varsóvia no seu editorial.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.