"Berlim exige mais disciplina orçamental em troca do reforço fundo de salvamento", lemos na manchete de El País, um dia após a reunião do Eurogrupo e do Ecofin, o conselho de ministros das Finanças da UE. O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, quer que seja tomada uma decisão nesse sentido no decorrer do Conselho Europeu de março, para dar um "novo impulso ao endurecimento das sanções contra os que infringem a disciplina orçamental", refere o diário madrileno. El País sublinha que Berlim mostra "grande ânsia de manter o controlo do calendário de todas as decisões da UE". Assim, qualquer iniciativa lançada pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, ou pelo presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, "se não tiver obtido a bênção prévia de Berlim, é alvo uma censura mais ou menos velada".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.