"Noites de Arcore, os jornais contra Berlusconi", titula o Corriere della Sera. No rescaldo das escutas que sugerem que Ruby, bailarina de cabaré, então menor, e outras raparigas frequentavam festas eróticas na residência do primeiro-ministro, os procuradores abriram um processo contra Berlusconi e demais membros da sua comitiva por “exploração da prostituição”. Segundo certos documentos, Ruby manteve relações sexuais com Berlusconi – facto previamente negado por ambos – e exigiu cinco milhões de euros para não denunciar aquele puttanaio (casa de alterne). Berlusconi defendeu-se, declarando que vive uma relação estável com "uma namorada" e já não anda atrás de mulheres, mas o levantamento parcial da sua imunidade legal e um processo em tribunal podem causar-lhe grandes dissabores. Embora tradicionalmente suave, o Corriere teme uma paralisia continuada do Governo e admite que a Itália corra o perigo de se tornar "a caricatura de um país ocidental" no estrangeiro. O diário La Repubblica, que é contra Berlusconi, mostra-se triunfante, certo de que chegou "o fim da linha" para Il Cavaliere.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.