Público, 1 janeiro 1970
A última intervenção do primeiro-ministro José Sócrates perante o Parlamento português, antes do encerramento estival e das eleições legislativas de 27 de Setembro, não podia ter corrido pior. Durante um debate tempestuoso sobre a situação nas minas de pirites de Aljustrel, o ministro da Economia, Manuel Pinho, dirigiu um par de "cornos" ao deputado comunista, Bernardino Soares. Este gesto insultuoso (que equivale a dizer: "seu cornudo") valeu-lhe a destituição do cargo. Pediu desculpas, observa o jornal Público, mas demasiado tarde. Sócrates "já tinha apresentado as suas desculpas ao país" por este " acto inaceitável". Pinho foi demitido e substituído pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.