No mês passado, Portugal gastou 1500 milhões de euros a comprar os seus próprios títulos do tesouro, escreve o i. O diário lisboeta explica que a intenção era "fomentar a liquidez no mercado secundário", através de um fundo especial que liquida dívida pública usando dinheiro das privatizações. Este ano, foram vendidos à China 1100 milhões de euros de dívida pública, com uma taxa de juro mais elevada do que a do mercado. "Quando se tenta conquistar novos clientes, oferecem-se melhores condições", disse ao i um analista de mercado que quis manter-se no anonimato. A dívida pública portuguesa atingiu, em 2010, os 151 700 milhões de euros, não contando com a dívida das autarquias locais, dos governos da Madeira e dos Açores e de outras entidades estatais.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.