A antiga dupla de choque da política alemã defronta-se agora no domínio da energia. Depois de Gerhard Schröder, que transitou da chancelaria para um cargo de lobista em favor do gigante russo Gazprom, chegou a vez de Joschka Fischer ser nomeado conselheiro do projecto do gasoduto Nabucco. “A conduta de Fischer até é mais comprida do que a do seu antigo chefe”, escreve o Die Zeit. O gasoduto, que deverá ligar o Mar Cáspio à Áustria, atravessando a Turquia, a Bulgária, a Roménia e a Hungria, “mede 3 300 quilómetros contra os 1 200 do Nord Stream, no Mar Báltico”, ironiza este semanário. “Enquanto o ex-Chanceler tem por objectivo ligar cada vez mais o mercado europeu ocidental à Rússia, o seu ex-número dois esforça-se por minar a hegemonia energética de Moscovo.” Para ser rentável, o Nabucco deverá além disso transportar gás iraniano, o que irá dar a Fischer a oportunidade de tirar partido da sua experiência, em especial “depois da situação de violência das últimas semanas”.
Alemanha
Ex-políticos disputam influência nos gasodutos
3 julho 2009
Presseurop
Die Zeit
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.