“Para os russos a verdade sobre o desastre aéreo de Smoleńsk é esta: os polacos são os culpados”, lê-se na manchete do Rzeczpospolita, insatisfeito com o relatório final da investigação, liderada por Moscovo, do acidente aéreo de 13 de abril de 2010, que vitimou o casal presidencial da Polónia juntamente com 94 altos dignitários. Apresentado em conferência de imprensa na quarta-feira, o relatório atribui toda a culpa pelo acidente aos polacos: erro de pilotagem, pressão sobre a tripulação e má organização do voo. O jornal realça que Moscovo rejeita a atribuição de qualquer responsabilidade no acidente ao controle de tráfego aéreo russo. Para o Rzeczpospolita, o relatório assinala o fracasso da estratégia do primeiro-ministro, Donald Tusk, que permitiu que o Governo polaco deixasse a investigação nas mãos dos russos.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.