A coordenação europeia contra a pressão dos mercados obrigou à “retirada dos especuladores" (por um dia), informa o Público. Pela primeira vez, desde que a crise da dívida começou, “todos os países apoiam um país seu vizinho com problemas”, incluindo agora Lisboa e “a união dos políticos provocou uma subida nas bolsas europeias”. A emissão de dívida de Portugal, a 12 de janeiro, foi um êxito, com Lisboa a pagar juros de 6,716% da dívida pública a dez anos – abaixo dos problemáticos sete pontos percentuais. Entretanto, a Bolsa espanhola registou a sua maior subida em oito meses. “A tendência de compra do mercado foi aumentando à medida que foram sendo conhecidas as mensagens políticas de apoio aos países em dificuldades”, nota o diário madrileno. Os ministros europeus das Finanças estudam, entretanto, a
possibilidade de diminuir a taxa de juro da dívida irlandesa, adianta o Irish Times, mas nem todos os países irão estão de acordo com o corte da taxa de
juro que tanto indignou os políticos irlandeses na oposição.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.