“Os drogados não aderem à heroína gratuita”, constata o Politiken. Há dez meses, explica o diário dinamarquês, os toxicodependentes do país podem ir aos centros públicos de cuidados de saúde receber doses de heroína gratuitas, sob prescrição. Apesar de a heroína ser pura e consumível, e não ter riscos judiciais, só 80 pessoas aceitaram esta oferta, que inclui também um tratamento. Os centros dispõem de 300 lugares. “O tratamento é restritivo, muito supervisionado e controlado”, observa o médico chefe dos serviços sociais da capital dinamarquesa. Os toxicodependentes devem ir aos centros uma ou duas vezes por dia e cada dose deve ser tomada sob vigilância médica. “Quando os drogados recusam a heroína paga pelo Estado, é evidentemente necessário rever o programa” e ouvir as pessoas em causa, considera o Politiken.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.