“As grandes cidades estão a perder habitantes a um ritmo acelerado”, é a manchete alarmada do Rzeczpospolita. Durante a última década, uma cidade como Łódź, que já teve uma população de cerca de 800 mil habitantes, perdeu 60 mil pessoas e as 740 mil que hoje ali vivem podem descer para 600 mil nos próximos 20 anos. Enquanto outras cidades polacas enfrentam este mesmo problema, apenas a população de Varsóvia aumentou, durante o mesmo período, para um milhão e 72 mil pessoas. “As pessoas vão para onde há bons empregos”, diz um especialista em tecnologias de informação que acaba de trocar Łódź por Cracóvia, onde passou a ganhar três vezes mais. Segundo o departamento oficial de estatísticas (GUS), a desertificação das cidades polacas é um dos sinais de uma tendência demográfica mais alargada. Calcula-se que, por causa da diminuição da taxa de natalidade, da emigração e das políticas “de vistas curtas”, a população polaca passe dos seus atuais 38 milhões de pessoas para pouco mais de 35 milhões em 2035.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.