O Libération apresenta “As redes francesas de Gbagbo”. O diário enumera as sete “famílias” que protegem o homem que se proclama presidente da Costa do Marfim, apesar de a comunidade internacional ter reconhecido a vitória de Alassane Ouattara: socialistas históricos, monárquicos, especialistas em segurança, comunicadores, homens de negócios, lobistas e advogados. “A própria ideia de Françafrique [Françafrique designa todas as teias de influência política, económica, militar e diplomática tecidas pela França em África, sobretudo nas suas antigas colónias] foi inventada na Costa do Marfim por Félix Houphouët-Boigny, há quase 60 anos. Hoje, o paradoxo de Laurent Gbabgo é manter ligações muito suspeitas com um punhado de franceses que se acotovelam em torno do seu reduto presidencial, jogando todos eles a cartada do nacionalismo mais exacerbado e mais perigoso”, escreve o jornal. “Esta corte mantém Gbabgo na ilusão de que se pode continuar no poder, seja qual for o preço a pagar pelo seu país e os seus habitantes.”
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.