“A França das 35 horas” contra “a Alemanha do pleno emprego”? Eis o duelo que publica La Tribune. Animado nos últimos dias por Manuel Valls, candidato às primárias socialistas para a eleição presidencial de 2012, o debate sobre a semana de trabalho de 35 horas já não tem realmente razão de ser, consideram o Governo e as empresas. O ministro do Trabalho, Xavier Bertrand, considera mesmo que a França “já se libertou do constrangimento das 35 horas”, recorda o jornal. Em contrapartida, o Ministério da Indústria preocupa-se com os “custos do trabalho francês, que estão a apanhar os da Alemanha, o nosso principal parceiro e rival comercial”, enquanto um economista considera no mesmo diário económico que “as 35 horas aceleraram a dissonância entre a França e a Alemanha”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.