Recentemente eleita para o Parlamento Europeu, Andrea Češková está a irritar a imprensa checa. Durante a campanha, a deputada europeia do Partido Democrático Cívico (ODS) “escondeu” aos eleitores que se encontrava em fase adiantada de gravidez. “Com Andrea (grávida) na Europa”, reza o título de Lidové Noviny, numa recriação sarcástica do seu slogan de campanha. As reacções são ambíguas. “Nós não sabíamos mas ela vai sem dúvida assumir tanto o seu papel de mãe como o de eurodeputada”, garantem alguns membros do ODS. Por seu turno, o vice-presidente do partido, David Vodrážka, explica que, “encarado de uma forma positiva, isso poderia ter sido considerado como uma utilização abusiva da gravidez, com fins políticos”. “Estar grávida não é crime mas é difícil pensar que o seu mandato possa ser mais do que uma licença de parto bem paga”, considera o diário de Praga.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.