2011 será o "ano fatídico para o euro", traz o Frankfurter Allgemeine Zeitung em título. Segundo o jornal, a sobrevivência da moeda única ficará assegurada se o ano terminar com a mesma nota de otimismo com que começou, pelo menos na Estónia, que acaba de adotar o euro. O segredo do sucesso do euro tem tudo a ver com confiança, considera o diário: confiança entre países fortes e países fracos da zona euro, mas sobretudo entre a UE e a Hungria, que assegura, desde 1 de janeiro, a presidência da União. "Com as suas críticas – frequentemente facciosas – em relação a Budapeste, a UE corre o risco, a prazo, de ser como a serpente que morde a própria cauda", alerta o FAZ. O jornal observa que os próximos seis meses vão ser decisivos para o euro e que é necessária uma presidência da UE que não esteja constantemente na defensiva.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.