The Guardian, 3 janeiro 2011
“A fatura do Estado-Providência sobe enquanto a coligação se confronta com os custos das medidas de austeridade”, é o título do Guardian, que explica que “o aumento do desemprego vai custar ao Estado mais 1,5 mil milhões de libras [1,74 mil milhões de euros], do que o previsto, em subsídios” de desemprego e de habitação. A responsabilidade, escreve o jornal, deve-se, em parte, ao aumento do IVA que, a partir de 4 de janeiro, passa de 17,5% para 20%, o que vai provocar um abrandamento do crescimento. Por isso, lembra The Guardian, o primeiro fim de semana de 2011 ficou marcado por um “frenesim de despesa”, aproveitando os saldos de janeiro.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.