“Desaparecidos na Europa”. Com este título chocante, o Tageszeitung publica as fotografias de cinco adversários de Alexander Lukashenko nas eleições presidenciais bielorrussas, bem como de um advogado especialista em direitos humanos e de uma jornalista, todos eles presos ou raptados pelos serviços secretos, a 19 de dezembro, durante ou após as manifestações contra o resultado do escrutínio. Esta repressão contra a oposição bielorrussa, que lembra outra, ocorrida no final da década de 1990, prova que a abertura do país foi apenas provisória, escreve o diário de Berlim. “A UE tem de aceitar que lhe perguntem como tenciona relacionar-se com o seu vizinho autocrata”, sublinha o TAZ, que vê apenas uma saída: favorecer a sociedade civil, em primeiro lugar através de uma concessão de vistos mais fácil.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.