Público, 15 dezembro 2010
“Mais um mês em estado de emergência”, titula o diário Público, que noticia a decisão do Governo de pedir ao Parlamento o prolongamento, até 15 de janeiro, do estado de urgência declarado a 4 de dezembro, para fazer face à greve dos controladores aéreos que paralisou o país. Para o Governo, sublinha o Público, persistem as razões que justificam esta medida: a ameaça de entrave à liberdade de circulação dos cidadãos e o risco de impacto negativo nos setores económicos chave. O Governo, que duvida que os controladores não tirem partido das festas de Natal para continuarem “o braço de ferro”, espera assim evitar o conflito. Para a oposição de esquerda, trata-se, nem mais nem menos, do que “um abuso constitucional”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.