“Está na altura de celebrar”, titula De Morgen, citando o líder da Nova Aliança Flamenga (N-VA), Bart De Wever, segundo o qual, ao fim de seis meses de negociações, a Bélgica conseguiu, finalmente, formar um Governo. O político flamengo espera, assim, acabar com a polémica suscitada pela sua entrevista ao semanário alemão Der Spiegel, na qual afirmou, entre outras coisas, que “a Bélgica é o homem doente da Europa”. De Morgen explica ainda que, face à multiplicação de rumores segundo os quais a Bélgica, por causa do seu défice, poderia estar a ameaçar a estabilidade do euro, o Fundo Monetário Internacional apressou-se a acalmar os ânimos, afirmando que “a Bélgica não é o país doente da Europa”, incentivando os negociadores governamentais a voltarem ao trabalho, porque “o país precisa de ter, o mais depressa possível, um Governo que possa concentrar-se nos problemas e nos défices económicos”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.