"Confiança está suspensa de sete votos", traz o Corriere della Sera em título, no momento em que o Parlamento se debruça sobre o futuro de Silvio Berlusconi: no dia 14 de dezembro, o Senado e a Câmara dos Deputados irão debruçar-se, respetivamente, sobre um voto de confiança apresentado pelo Governo e sobre uma moção de desconfiança apresentada pela oposição e subscrita pelo presidente da Assembleia e antigo aliado do Cavaliere, Gianfranco Fini. Se a primeira não deve trazer problemas a Berlusconi, que dispõe de uma confortável maioria, é menos provável que o primeiro-ministro venha a obter o voto dos 316 deputados de que necessita para a segunda. Ainda que, explica o Corriere, o Cavaliere tenha lançado uma campanha desenfreada para captar – corromper, segundo alguns – os deputados independentes ou da oposição. Para assegurar a sua presença no momento da votação, pediu-se aos deputados que “madruguem", para não ficarem bloqueados nas manifestações que deverão paralisar Roma nesse dia.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.