Lidové noviny , 11 dezembro 2010
"Os alemães estão a pressionar os checos: aceitem o euro e paguem", noticiava o Lidové noviny a 11 de dezembro. Segundo o diário de Praga, Angela Merkel propôs aos primeiros-ministros checo e polaco, Petr Nečas e Donald Tusk, trocarem a coroa e o zloty pelo euro. "A entrada de países 'orçamentalmente responsáveis' na zona euro reforçaria a posição dos países do Norte (Alemanha, Áustria e Holanda) na discussão sobre o futuro do euro, contra os países do Sul, com a França à cabeça, conhecidos por serem os mais despesistas". Este pedido está, por enquanto, sem resposta, escreve o Lidové noviny que sublinha que "já lá vai o tempo em que a zona euro era um clube de prestígio com condições de entrada restritas".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.