“Cantona vai dar cabo dos bancos?”, pergunta La Tribune na primeira página, a propósito do apelo lançado pelo ex-futebolista, que incitou os europeus a retirarem o seu dinheiro dos bancos a 7 de dezembro. Num vídeo filmado no início de outubro pelo diário local Presse Océan, Eric Cantona explica que esta é “na sua opinião, a única maneira de expressarmos o nosso descontentamento, as greves e as manifestações não servem para nada”. “O risco de vermos formarem-se filas à porta das agências bancárias parece diminuta”, escreve o diário económico, “mas o sucesso deste apelo volta a trazer à luz do dia a degradação da imagem dos bancos e a necessidade que estes têm de a restaurar”. Por seu lado, El País acrescenta que a iniciativa de Cantona está ligada à associação StopBanque mas defende que dificilmente atingirá a massa crítica necessária para por os bancos de joelhos e lembra os mecanismos de segurança criados pelos Estados Unidos e pela UE para evitarem a derrocada do sistema bancário no caso de os depositantes decidirem retirar o seu dinheiro – uma hipótese considerada “remota”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.