Gazeta Wyborcza, 1 dezembro 2010
“O que está a impulsionar o nosso crescimento?”, é a manchete do Gazeta Wyborcza perante o registo, apesar de inesperado, de um aumento de 4,2% do PIB no terceiro trimestre deste ano. Três fatores – ou motores – como o diário de Varsóvia lhes chama, contribuíram para este milagre económico: forte consumo (um aumento de 3,5% comparado com o ano anterior), um aumento do investimento (mais 0,4% do que no ano passado) e mais confiança das empresas que começaram a refazer os seus stocks. O diário avisa que é necessário um crescimento mais sólido do investimento para garantir um crescimento a longo prazo e teme que as empresas não comecem a investir enquanto os seus donos não virem “calma nos mercados financeiros”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.