De Morgen, 26 novembro 2010
"Porque a imprensa britânica está equivocada em relação à Bélgica", é título de De Morgen, que desmente assim The Guardian e The Independent. Estes tinham designado o reino como um país de risco para a estabilidade do euro, tal como Portugal e a Espanha, numa espécie de efeito-borboleta. No entanto, nota De Morgen, a Bélgica tem uma fraca dívida externa (contrariamente à Grécia), o seu défice orçamental é de apenas 4,8% (contra os 7,3% de Portugal) e a sua economia tem um crescimento mais significativo do que outros países, como a França. Menos otimista, De Standaard sublinha que, se a crise política estiver para durar, "parece inevitável o surgimento de uma crise financeira".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.